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La innovación en el contexto latinoamericano

Administración de Inventta analizar la innovación en la región de América Latina se está consolidando en el sistema innovador y camina hacia el desarrollo

30.jul.2013

inovacao-contexto-latino-americanoO Índice Global de Inovação 2013, divulgado em julho pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), Instituto Insead e Universidade Cornell, classificou a dinâmica inovativa de 142 países. Segundo o relatório, o Brasil está no 64º lugar no cenário mundial de inovação e 8º colocado na América Latina. A Costa Rica lidera no grupo dos latino-americanos, e ocupa a 38ª posição global; seguida do Chile, que é o segundo mais inovador na região e o 46º no mundo. Também entre as posições de destaque está a Colômbia, no sexto lugar na América Latina e 60º na classificação geral.

Diretores da Inventta no Brasil e na Colômbia analisam o panorama da inovação de seus países. Eles apontam o contexto político, as tendências e os desafios para o progresso. As nações estão emergindo em inovação, mas ainda há pontos a superar. No entanto, a riqueza, a criatividade e a capacidade características dos latino-americanos permitem perspectivas de desempenhos potenciais.

Guilherme Pereira – Sócio-diretor da Inventta

“A inovação na América Latina tem se consolidado nos últimos anos. Entretanto, os atores da inovação ainda enfrentam problemas típicos de um sistema relativamente jovem, como dificuldades em aspectos jurídicos e em viabilizar projetos de inovação.

Contudo, o Brasil possui grandes diferenciais frente o cenário mundial: a riqueza da biodiversidade, o potencial de inovação em insumos, o olhar atrevido e criativo, e a competência científico-tecnológica nas instituições de pesquisas e nas empresas. Os atuantes no sistema inovativo estão aprendendo com suas primeiras experiências e entendendo como intensificar e transbordar o potencial que se forma nos países.

As nações mais maduras em inovação possuem ecossistemas diversos e adensados, e, assim, é natural que efetivem projetos mais robustos. No Brasil, ainda são realizadas inovações pontuais e faltam inovações sistêmicas e sociais. Estes são os desafios e as tendências para o progresso do país nesse campo: envolver empresas em posições diferentes na cadeia de valor para promover inovações de rede e de modelo de negócios.

Muitas empresas têm tecnologias fantásticas, mas não conseguem dar vazão ao impulso empreendedor. Fala-se muito de inovação tecnológica, mas faltam competências mercadológicas. Para isso, é preciso trabalhar na formação humana, do ensino básico ao superior. É uma questão de transformar o modo como as pessoas percebem e encaram o mundo. Esse fator é o mais complexo, mas pode gerar elevada mudança.”

Mauricio Reyes – Diretor da Inventta na Colômbia

“Em contraponto ao ranking, que indica a Colômbia à frente do Brasil em inovação, acredito que a dinâmica brasileira ainda é superior, embora a Colômbia tenha progredido em alguns aspectos, como ao apresentar mais visibilidade nas políticas públicas para a Ciência, Tecnologia e Inovação (C,T&I).

O governo colombiano, em 2010, definiu a inovação como um motor de desenvolvimento. Realizou ações, como a destinação de 10% dos royalties de mineração e hidrocarbonetos para a C,T&I – US$ 520 milhões por ano – ; e o aumento da cota para os incentivos tributários para C,T&I e dos percentuais dedutíveis. Para avançar ainda mais, são necessárias políticas que estimulem e facilitem o investimento e o aproveitamento dos resultados.

No país, atualmente, há um grande impulso ao empreendedorismo, principalmente nas áreas de Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs). Isso também é percebido com força no Chile e no Brasil – que têm se desenvolvido mais, tanto no modelo spin off quanto no de venture capital. Na Colômbia e no Brasil, destacam-se o uso das capacidades de pesquisa para alcançar a inovação tecnológica. No contexto mundial, os processos de inovação aberta têm sido mais ágeis e com maior impacto nas indústrias e nas exportações.

No sentido dessa tendência, destaco uma iniciativa da Innpulsa – agência de inovação do governo da Colômbia. A unidade lançou, no final de 2012, uma estratégia para promover a inovação aberta com fornecedores nacionais nas grandes empresas colombianas de mineração e de hidrocarbonetos, como Ecopetrol, Argos, Independence Drilling e Tipiel, no ambicioso projeto Piage. A ação está sendo acompanhada pela Inventta para estruturar e realizar os processos de open innovation. O objetivo da Innpulsa é promover o desenvolvimento da indústria que presta serviços aos setores de mineração e energia. Se houver êxito, o trabalho será replicado em outras áreas.

A Colômbia reúne muitos fatores para ter uma economia bem sucedida e uma sociedade desenvolvida. A inovação e o empreendedorismo formam a estratégia de avanço mais acertada para as características do país.”

Manuela Soares – Sócia-diretora da Inventta+bgi

“Com o objetivo de apoiar a execução de projetos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) nas empresas, desde o início de 2013, o governo brasileiro, por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), publicou diversos editais setoriais, como Subvenção (nos campos da Nanotecnologia e das TICs, por exemplo), Inova Saúde, Inova Agro, entre outros.

Essas iniciativas representam um bom sinal de que o governo está comprometido em aumentar os investimentos em C,T&I no Brasil. Por um lado vemos o número de empresas brasileiras inovadoras aumentarem, segundo a Pintec 2008, porém, por outro lado, percebe-se um aumento tímido no número de beneficiárias da Lei do Bem, e ainda há uma baixa procura pelas fontes públicas financiamento. Além de outros obstáculos como desconhecimento das oportunidades e burocracia dos processos.

Portanto, ainda é necessário trabalhar na eficiência desses instrumentos, bem como na avaliação dos efetivos impactos do uso dos mecanismos de fomento. É preciso, principalmente, otimizar essas ferramentas para estimular cada vez mais as empresas a inovarem, independentemente do porte.”

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